O Festival

O Festival

O Festival Vale do Café é uma experiência extraordinária. Pura celebração! Para seus ouvidos… Para seus olhos… E até para o seu paladar! O Festival Vale do Café harmoniza uma trilha sonora inesquecível com paisagens deslumbrantes, convidando os visitantes a conhecerem a mais rica região do Brasil no século XIX. O café1 gerou um crescimento extraordinário para o Império Brasileiro e o Vale foi a geografia ideal para que tudo ocorresse. E o Festival Vale do Café dá um sabor todo especial a esta história.

Criado em 2003 por quem entende de música e ama o Vale, com consultoria de alguns dos maiores instrumentistas brasileiros, o Festival ocorre sempre em julho, oferecendo espetáculos onde o ritmo transporta o visitante para flagrantes fascinantes da história do Brasil.

Além de apresentar a melhor música com uma programação surpreendente a cada ano, o Festival Vale do Café responde pela realização de cursos de aperfeiçoamento musical voltados a jovens musicistas, com a distribuição de bolsas de estudo para alunos de todo o Brasil.

Estende-se por 15 municípios, apresentando shows em espaços públicos. E permite que o visitante conheça a intimidade dos maiores núcleos produtivos do ciclo do café, Fazendas Históricas de arquitetura luxuriante, com flagrantes materiais únicos, cheios de arte e tradição: azulejos, pratarias, pinturas, louças, bordados, estátuas, documentos… Elementos arquitetônicos e muitas outras lembranças compõem o mais rico álbum de memórias do período, que pode ser folheado pelos visitantes mais atentos! Tudo isso com uma trilha sonora para lá de especial. Em cada detalhe, o Vale.

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Situação Geográfica

A Serra do Mar vem beirando o litoral desde o Rio Grande do Sul e interioriza-se próximo a Angra dos Reis, originado uma planície que se distancia da orla gradualmente, onde se situa a Guanabara.

A Serra da Mantiqueira estende-se de São Paulo a Minas.  Entre as duas Serras: o Vale!

Com as águas do Rio Paraíba, nascendo em São Paulo e trespassando toda a extensão do estado fluminense, parcialmente na divisa com Minas, até desaguar nas planícies de Campos.


Disseminação do Café e Formação de Núcleos Urbanos

“Os cafezais dos vales temperados do Paraíba, que em tão pouco tempo fizeram do Rio de Janeiro a mais rica província do Brasil imperial, colocando-o em pé de igualdade com o fabuloso Pernambuco dos engenhos de açúcar ou superando-o mesmo, esses alucinantes cafezais tiveram seu berço na antiga freguesia de N. S. da Conceição de Monte Alegre da Paraíba Nova, hoje Resende, mas o seu principal centro de irradiação e expansão no começo do século XIX foram as freguesias vizinhas de N. S. da Conceição de Paty do Alferes e da Sacra Família do Tinguá”.

Historiadores concordam que outro ponto de disseminação do café no Vale foi, além de Resende, S. João Marcos. Esta última, no entanto, foi destruída em um episódio-símbolo do descaso brasileiro por sua história e seu patrimônio.

Incialmente, os cafezais começaram a ladear o Caminho Novo, o antigo caminho do ouro que começava a escassear nas Minas Gerais.

Nessas áreas encontravam-se, e ainda se localizam, as fazendas/engenhos de Pau Grande e Ubá, além da Piedade. Nelas, foram também sendo organizados arraiais como Paty do Alferes, Sacra Família e Vassouras – núcleos que centralizavam as propriedades onde o café passou a ser a cultura dominante. (…) até os anos 1810/1820, o café não foi certamente o produto dominante na maioria das fazendas, que continuaram a dedicar-se, igualmente, à cana-de-açúcar, além dos produtos de consumo geral: mandioca, milho, feijão, etc”.

“As trilhas de tropeiros, esses tortuosos caminhos, foram de fundamental importância para a penetração e povoamento dos primeiros plantadores e também únicas vias de transporte, para escoamento e abastecimento das fazendas de café durante boa parte do século XIX”.

Com o sistema de sesmarias, D. João VI, consegue muito rapidamente movimentar a região, atraindo e direcionando mineradores, negociantes de escravos, tropeiros, comerciantes, fidalgos e famílias de prestígio na corte para a nova atividade econômica. A coroa doava, em média, uma légua quadrada (aproximadamente 6,6 quilômetros quadrados), com a condição de que os beneficiários cultivassem a área concedida e ajudassem na abertura de novos caminhos, facilitando o uso comum nas cercanias recebidas. Esta iniciativa acabava por beneficiar os mais abastados e as famílias mais tradicionais, que poderiam garantir a execução de tais exigências.

O fato é que, por volta de 1820, todas as terras no vale já dispunham de proprietários e os núcleos urbanos organizados em torno de ranchos formados para facilitar a comunicação com as minas se transforaram em povoados que viviam do ir e vir do café.

Nas regiões por onde o Caminho Novo seguia, foram se organizando os núcleos urbanos. Primeiro uma venda ou um rancho, seguida de um pouso. Depois, uma capela – geralmente no topo de uma elevação ou ligeiramente alteada à frente da qual se criava o adro e, posteriormente a praça. E ao redor desta, as ruas e as primeiras casas.

“À margem do Paraíba, apenas se implantaram os arraiais, depois cidades de Resende, Barra Mansa e Paraíba do Sul (Barra do Piraí é um núcleo tardio, dos últimos anos do século XIX, criado pela Estrada de Ferro). A maioria das demais vilas, depois cidades, foram localizadas, (…) às margens dos caminhos e estradas, em seus cruzamentos com os afluentes do Paraíba. Foi o caso de Silveiras, Rio Claro, Rio Bonito, Piraí, Vassouras, Valença, Cebolas, São José do Rio Preto, Sumidouro, Duas Barras, Cantagalo, Cordeiro, Carmo, entre outras”.


Barões e Escravos

Em pouco tempo, o café floresce e revigora a economia da Regência e do Império. Os ranchos e pousos rústicos, os vastos percursos percorridos no lombo de burro e carro de boi, os currais e plantações de subsistência dão lugar a Palacetes cercados por léguas de monocultura. O Vale ganha o Brasil. Seu café, o mundo.

Surge uma nova aristocracia com dinheiro e prestígio: “… os Lacerda Werneck, os Quirino da Rocha, os Ribeiro de Avelar, os Santos Werneck, formando como que um só poderosíssimo clã familiar; e os Correia e Castro; e os Pais Leme; e na região de Valença e Rio Preto os Nogueira da Gama, os Rezende, os Barroso de Carvalho, os Machado da Cunha, os Custódio de Guimarães, e mais para Ipiabas e São João Marcos e Piraí os Peregrino e os Morais e os Souza Breves, famílias, todas elas, nas quais os títulos de nobreza abundavam”.

“…boa parte desses homens multiplicaria seus investimentos nos primeiros anos de trabalho.(…) Muitos deles, em função de serviços prestados à Corte, receberam títulos nobiliárquicos. A maioria destes, tornaram-se os Barões do Café. Mas havia também os Viscondes, Condes, Marqueses e até Duques, formando assim a nova sociedade aristocrática brasileira, com grande influência política nos destinos da futura nação, no já embrionário Império Brasileiro. (…) Cerca de um terço, dos quase mil títulos nobiliárquicos, cedidos ao Brasil por D. João VI e pelos dois imperadores, ficou com pessoas de classe social ligada ao café”.

A concentração de riqueza é tamanha e os exemplos de luxo e ostentação inimagináveis. O comendador Souza Breves era senhor de 20 fazendas. Iam de Marambaia a Mangaratiba, subindo até Piraí. Entre as suas posses, o Solar da Grama, “com exército de seis mil cativos, a capela tinha o tamanho de uma igreja matriz e as festas abrigavam 200 convidados em aposentos privados”.

Antonio Clemente Pinto, abastado cafeicultor de Cantagalo mandara construir duas imponentes residências; a sede da fazenda Gavião e sua residência urbana: o Palácio Nova Friburgo – atualmente o Palácio do Catete.

Domingos Custódio Guimarães, visconde do Rio Preto, tinha em Valença “uma pequena corte na imensidão dos cafezais. Sua coleção de cristais e espelhos e suas louças deslumbravam até os gentlemen ingleses. A baronesa e condessa do rio Novo, sua nora Mariana Barbosa, tinha uma orquestra de 80 figuras e um coro de 70 negrinhos de maviosas vozes que tocavam e cantavam em suas festas caseias e nas missas da igreja da matriz de N. Sra. da Glória”.

Toda esta riqueza, no entanto, não se conquistara sem muito suor e lágrimas. Na outra extremidade da hierarquia social, a vida massacrada pela brutal rotina.

“Charles Ribeyrolles, cronista tão minucioso da Baixada e da Serra, passou, certa vez, um dia observando-os, e contou que, ao alvorecer, o sol ainda escondido, eram levados pelos feitores de chicote em punho para a derrubada, a plantação ou a colheita. Às 10 horas davam-lhe o almoço que constava de feijão cozido com toucinho e misturado à farinha, tudo distribuído em cuias. Garfo e colher era luxo, às vezes até para certos senhores mais rústicos. Eles comiam com os dedos a sua gororoba. E depois repousavam por meia hora. O jantar era servido às 3 horas, e se compunha de angu e feijão. E então lhes era facultada, a não ser em umas poucas fazendas, uma sesta de 1 hora ou hora e meia, finda a qual o batente recomeçava até o anoitecer. De volta às senzalas os feitores os revistavam, mandando que lhes dessem em suas cuias uma ceia feita de canjica e arroz ou feijão. Nas fazendas de senhores mais humanos também havia uma ração de carne, seca ou fresca, duas vezes por semana” .

Escravos e Barões do café, dois extremos que se extinguiram simultaneamente com a diferença de um ano. Estes com a abolição, aqueles no ano seguinte com a República. Dois grupos que se organizaram e decompuseram no mesmo intervalo.

Toda esta saga do café no Vale prolongou-se por apenas 70 anos! Período em que a região concentrou todas as atenções da nação. 70 anos é o espaço de uma vida… Mas quantas vidas tocou o Vale? Um mesmo núcleo geográfico que reuniu os personagens mais importantes e os cenários mais marcantes da história nacional.

Em 7 décadas, apenas no Vale fluminense, foram criadas mais de 300 fazendas (mais de 4 por ano). Deste total, de acordo com o Inventário das Fazendas do Vale do Paraíba Fluminense, 231 fazendas ainda são consideradas patrimônio histórico e merecem ser visitadas. Quantas você conhece? Vê-las de perto é entender muito do Brasil do século XIX; desconhecê-las é ignorar a consolidação de um país que ainda está em formação. Este é um convite imperativo a todos os brasileiros que queriam entender o Brasil.

Situação Histórica

O Brasil é o país com maior área agricultável do mundo. Este potencial já tinha sido percebido pela coroa portuguesa. Por isso o Jardim Botânico era tão importante! Seu objetivo era aclimatar a flora estrangeira e aprofundar o conhecimento sobre a brasileira.

Em retaliação a Napoleão, assim que chega ao Brasil, D. João VI invade a Guiana Francesa. Do Jardim Botânico de Caiena, importa várias plantas: como a noz-moscada, o cravo da índia, o abacateiro e a cana-caiana (ou caiena), bem melhor que a cana que aqui se cultivava até então.

O primeiro projeto de D. João VI era dar ao Brasil grandes plantações de chá com mudas enviadas de Macau a partir de 1812. Com o mesmo objetivo, traz para o Rio de Janeiro um grupo de 300 imigrantes chineses que aqui chegaram em 1814. Os chineses tinham um sítio reservado, a Casa dos Chinas, mesmo local onde em 1903, Pereira Passos pediria que o arquiteto Luis Rei construísse a Vista Chinesa. Posteriormente, Luis seria responsável também pelos Jardins Suspensos do Valongo (1906).

Mas, o sonho de fazer do Brasil uma grande plantação de chá esbarrava na resistência da Inglaterra, que monopolizava o comércio.

É por essa época que o café começa a se apresentar como uma saída econômica rentável… Sua história no Brasil, no entanto, começa bem antes.


Café no Brasil

O Sargento-mor Francisco de Mello Palheta tinha uma missão: restabelecer a fronteira entre a Guiana Francesa e o Brasil (que já tinha sido definida pelo Tratado de Utrecht de 1713, mas permanecia incerta por ter sido o padrão de pedra de 1639 derrubado pelos franceses).

Era o ano de 1727. Por ordem do governador do Maranhão, João da Maya da Gama, Palheta reestabelece a fronteira no dia 13 de maio em um monte próximo a foz do Rio Oiapoque. Em seguida, Palheta dirige-se a Caiena para encontrar o Governador da Guiana, Conde D’Orvilliers.

De acordo com muitos historiadores (e entre eles o Frei João de São José Queiroz, em suas “Visitas Primeiras” de 1761) , a esposa do governador Claude D’ Orvilliers, em um gesto de galanteria, notando o interesse de Palheta pelo café, teria depositado algumas sementes no bolso de sua casaca. Além destas sementes, apesar de proibidos por lei, Palheta conseguiu adquirir alguns pés de café em Caiena e trazê-los para o Maranhão e Pará.


Chegada do Café à Corte

O café chegou no Rio de Janeiro, 3 décadas depois (entre 1760-1762)  pelas mãos do desembargador João Alberto Castelo Branco, chanceler da Relação que residia à subida do morro de Santo Antonio (onde hoje está a Av. Chile). Vale lembrar que o Morro de Santo Antonio, à época, ia da rua dos Arcos ladeando a rua do Lavradio até pequeníssima e esquecida Gustavo de Lacerda, situada à frente da Igreja Metodista. Era, portanto, no mínimo 3 vezes maior do que é hoje. Além das mudas plantadas na casa do desembargador, outras mudas foram parar no pátio do antigo Convento dos Barbonos (Atual quartel da Polícia Militar na Evaristo da Veiga) e no Convento de Santa Tereza.

Estas mudas estimularam dois movimentos de disseminação do cultivo do café: 1) Subiram a Floresta da Tijuca e 2) Interiorizaram-se ocupando a província fluminense, Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo e Bahia.

Dos pés plantados no antigo Convento dos Barbonos “recebeu o holandês João Hoppman sementes, que plantou em sua chácara de Mata-Porcos, a qual foi mais tarde conhecida por ‘Chácara do Siqueira’ (por ter pertencido ao negociante J. Siqueira da Costa), sita à atual Rua de São-Cristóvão, em frente à Miguel-de-Frias, e limitada pelo lado esquerdo do rio”.

Outro holandês, Theodor Van Hogendorp plantava café na Fazenda Nova Sião, no Cosme Velho, cuja sede ficava no final da Ladeira do Ascurra.

Para o Alto e para o Vale

O café subiu a Tijuca pelas mãos de franceses, já no início do século XIX. Louis François Lecesne, ex-cafeicultor em Cuba e São Domingos, foi para o alto da tijuca em 1817.  Em 1823, quando faleceu, legara 60 mil pés de café a seus filhos. A sede de sua fazenda, a São Luis, frequentada por Pedro I e Leopoldina, era conhecida por sua decoração como Palácio da Tijuca.

Outros franceses também instalaram fazendas na região: “os de Taunay, ao pé da Cascatinha da Tijuca, os de Gertas e de Roquefeuil, logo acima da mesma, os de Rohan, mais acima ainda, o de Scey próximo à entrada da estrada atual do Açude da Solidão, no morro que passou a se chamar da Sé”.

Muito rapidamente, no entanto, ficou claro que a área era muito próxima e necessária ao núcleo urbano da cidade e que as fazendas comprometeriam o abastecimento de água da cidade, o que acabou por estimular uma iniciativa pioneira de proteção ao meio ambiente: o reflorestamento do alto da Tijuca, iniciado em 1862 pelo Major Archer. Em 12 anos, Archer com a ajuda de seis escravos (Maria, Manuel e Mateus, Constantino, Eleutério e Leopoldo) chegou a plantar 60 mil árvores. Além da colaboração dos escravos, o processo se deu, obviamente, com muitos outros empregados de trabalho assalariado.

Ao mesmo tempo, que sobe o alto Tijuca, o café também interioriza-se.

“Ao bispo d. José Joaquim Justiniano de Mascarenhas Castelo-Branco, que regeu a diocese fluminense desde 1774 até 1805, foi que deveu o cafeeiro a propagação em parte do interior do atual Estado do Rio de Janeiro. Tendo-o cultivado em sua fazenda do Capão (Inhaúma), forneceu logo mudas, tiradas dali, ao padre Antônio Couto da Fonseca, proprietário de um sítio em Mendanha, e ao padre João Lopes, dono de terras cultivadas do distrito de São Gonçalo.

Parece que da lavoura do padre Antônio Couto da Fonseca foi que saíram as sementes ou mudas que primeiro se plantaram em Resende, donde irradiou a rubiácea pelo vale do Paraíba em fora. Ao marquês de Lavradio, que vice-reinou aqui de 1769 a 1779, também coube estimular a disseminação da preciosa planta pela Baixada-Fluminense, chegando até a conceder isenção do serviço militar aos moradores de São João Marcos que cultivassem certo número de cafeeiros.”

“Concomitantemente com o episódio da Tijuca, cafezais são plantados em áreas mais distantes da cidade, que depois seriam os bairros de Campo Grande e Santa Cruz. Finalmente, a vertigem do café venceu a escarpa e subiu a serra do mar na região de Resende e São João Marcos, onde o notável viajante Auguste Saint-Hilaire em 1822 registra fazenda com cem mil pés de café. Nas partes altas do território fluminense a cultura invade o vale e se espalha aceleradamente nos dois sentidos da corrente do rio Paraíba do Sul, mas principalmente na direção do território onde futuramente surgiriam Vassouras, Valença e Paraíba do Sul, os grandes distritos cafeeiros  do sul fluminense, rivalizados por Cantagalo, no norte da província”.

Graças ao regime de concessão de sesmarias, a produção fluminense começa a crescer até 1850, estabiliza-se em 1855, tornando-se o impulso da economia brasileira, a força do império. Em 1881, a produção cafeeira fluminense atingiu 248 mil toneladas, contra 73.373 toneladas dos mineiros e as 26.508 dos paulistas. Três décadas mais tarde anos mais tarde tem início sua decadência.

“No ano de 1884, os anais acusam mais de quinhentas fazendas hipotecadas a estabelecimentos bancários (…) A abolição foi o golpe final. Sem colheita, a safra de 1888 perdeu-se na terra, levando os fazendeiros fluminenses e suas famílias a acelerado e sombrio empobrecimento”.

Assim a história de opulência do ouro negro na economia fluminense pode ser compreendida entre 1815 e 1885. Apenas 70 anos, com o apogeu na metade de sua história. Trata-se de um período curto e profundamente marcante, estruturante até de grande parte do interior do Estado que deixou uma história de riqueza nababesca e empobrecimento alucinante. Um capítulo imperdível da aventura de construção de uma nação, cujos principais personagens e as mais contundentes remanescências podem ainda descobertas no Vale do Café.

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